O que oferecer quando você sente que não tem nada?

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Estou certa de que muitos de nós estão familiarizados com os tempos que são financeiramente apertados, momentos em que temos de tomar decisões difíceis sobre com o que gastar o nosso dinheiro. Nessas ocasiões, podemos sentir o peso da necessidade de honrar os nossos deuses com oferendas, ao mesmo tempo sentindo que não podemos nos dar ao luxo de gastar dinheiro de comida, aquecimento ou de médicos, mas temendo o seu desagrado se não o fizermos.

Talvez primeiro vale a pena mencionar por que fazemos oferendas. Fazemos oferendas aos nossos Deuses como uma honra, como um sinal de nosso amor e respeito por eles. Podemos fazer oferendas por causa de algo que desejamos receber em troca. Fazemos oferendas para fortalecer nossa conexão com eles e manter sua presença em nossas vidas. Recentemente ouvi Morpheus Ravenna explicar isso muito bem, se pensarmos em nosso relacionamento com nossos Deuses como sendo como uma amizade, se nos esquecemos de ficar em contato com nossos amigos, se não conseguimos honrar ou manter a amizade, o amigo não desaparece, mas a amizade murchará.

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Samhain – In Ben Mo’r, In Dagda Donn: “A Grande Senhora e O Dagda Escuro”

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O consorte primário de Morrígan é Dagda (Apesar de haver outros…). Nos primeiros textos de Ulster, incluindo o Tochmarc Emire, (Wooing of Emer – TL¹: Cortejo de Emer.) onde a paisagem é chamada de O Jardim de Morrígan, é dito que foi dado a Ela pelo Dagda. O casal é reforçado no texto Mag Tuired (The Battle of Magh Tuireadh – TL: A Batalha de Magh Tuireadh), nos materiais Dindshenchas e em outras fontes como Banshenchas, onde a Morrígan é uma das três noivas  (Junto com Badb e alguém chamada Asachu de personagem desconhecida.)

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A distancia do natural

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Conforme nos tornamos mais “civilizados” (por fora) nos tornamos mais sensíveis ao que vemos e experimentamos na vida. Já me perguntaram o que eu vou falar para meus futuros filhos quando eles perguntarem se sou uma bruxa e eu respondi que eles já irão para a escola sabendo que eu sou uma bruxa e que eles terão tanto contato com a natureza o quanto eu puder fornecer.

Outro dia minha mãe estava limpando peixes na cozinha… O cheiro não me incomodou, nem o sangue pela pia, mas o fato de alguém ter tirado a vida de um animal para nós comermos… Fiquei alguns minutos olhando para o montante de peixes dentro da pia esperando para terem a espinha delicadamente cortada pelas mãos da hábil cozinheira… “Assim é a vida Iriniae, a gente se alimenta da vida dos outros, Deus fez assim.” ela disse ao me ver pensativa. Nossos avós e bisavôs tão acostumados a abater animais do melhor jeito possível para que o animal não sofresse “É ruim cozinhar animal que sofreu.” já ouvi minha avó falar.

O quanto estamos desacostumados com a natureza? Como ela é e age naturalmente… Meu pai tem o costume de assistir programas como discovery channel e ver animais caçando outros, mordendo e matando, filhotes sendo mortos por serem da matilha que perdeu o território, isso normalmente nos choca, minha mãe nem gosta de ver, mas a natureza, aquela que dá os climas da nossa vida é assim… Alguns tem o costume de falar que “é a ordem Divina.” e de fato as coisas acontecem assim, mesmo dentro da nossa sociedade humana de animais, que gostariam que só existisse a vida, mas deus e a natureza estão lá para falar “Não é bem assim.”

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Eu menciono muito a palavra bruxaria tradicional, muito por que através dela eu encontrei um biblioteca gigantesca de insights, conhecimentos, aprendizados e percepções, foi através do estudo dela que eu me aprofundei mais ainda em mitos, lendas, em como a espiritualidade das pessoas e das organizações se expressam, em como os deuses tem diversos lados e que só a prática e a convivência com tudo isso me torna ainda mais questionadora e viva.

A base de todas essas pesquisas, leituras, conversas e analises pessoais é uma só; Fé. Onde a minha fé e a fé de cada um se expressa? Como os salmos católicos e cristãos tomam o coração do orador e se tornam alegria, paixão, medo e torpor, como as danças ritualísticas trazem o transe pessoal e a visão além do véu para conversar e ter com o espiritual.

Como é a sua fé? O que te inspira?

Fé inspira fé, conhecemos a sensação, alguém que tem fé pode nos emocionar, quando o coração não está de todo enferrujado para a empatia, podemos sentir o amor que a outra pessoa tem pelos espíritos, em como ela é rodeada de seres, em como ela observa o Inominável nos detalhes mais simples e mais complexos.

A fé da trabalho, é ela que nos faz passar por testes, escolher a persistência à facilidade, porém é ela também que nos faz perceber o valor da convivência com o outro lado, o carinho com as nossas Famílias de Sangue e que nos traz o senso Trino da vida.

A Magia está para a espiritualidade como um primeiro portão ensinando que nossos desejos são ouvidos, para no próximo portão perguntarmos, “Ouvidos por quem?”.

O caminho é interno, porém sempre encontramos nas folhas a vida da raiz.

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Pessoalmente falando, a bruxaria tradicional e o caminho da mão esquerda são caminhos familiares pois algo muito trabalhado em ambos é a autonomia pessoal. Tanto na Bt quando no LHP se foca em magia isto é “A Arte de manipular e alterar a realidade das coisas.” no LHP existe toda sorte de responsabilidade pelos seus atos, suas crenças, afiliações, tudo, o que tira a maioria das pessoas da mentalidade que há uma entidade maior (Seja Deus ou o Diabo) para ser felicitada pelas conquistas e ou para ser culpada pelas derrotas e obstáculos da vida, no LHP, você constrói seu próprio caminho, entrando ou não em contato com entidades que num contexto mais profundo vivem tanto fora quanto dentro da pessoa e que há de se compreender que 90% dos eventos da vida são reações de ações pessoas e que os outros 10% são eventos que não temos controle sobre sua ação, mas apenas sobre a nossa ação/reação sobre tal evento.

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Algumas faces da bruxaria

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Balance¹

Bruxaria como conhecida na sua raiz, além do que existe em cada cultura, existe também através de características básicas e próprias, porém sempre se transformando, o que antigamente era considerado bruxaria, hoje possui marcas ainda, mas já vestiu outras roupas, a prática da bruxaria num geral se relaciona a:

O trabalho com espíritos, com os espíritos que nos cercam, os espíritos que atravessam os oceanos e caminham conosco por onde vamos. Muito do sincretismo que é atualmente dosado por conta-gotas pelos praticantes de neo-paganismo  para respeitar a identidade de cada cultura nesse momento deve ser sutilmente abraçado para podermos compreender como a Arte dos sábios atravessa continentes e chega até nós.

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